terça-feira, 14 de setembro de 2010

Templos do Consumo

Quando imaginamos como eram os templos do passado em civilizações que marcaram como os gregos, romanos, egípcios, maias, fenícios, entre outras, normalmente nos referimos a atividades religiosas que não fazem sentido para nós que nos declaramos tão "racionais", porém no seu tempo possa ter representado a maneira de como se viveu aquele povo e como funcionava sua economia. Fico imaginando no futuro quando alguém for estudar a nossa civilização, o que será que falarão de nossos templos?

Ano 4200 d.c, um mestre começa a explicar o que se sabe sobre o passado:

"Os templos do consumo, na época conhecidos como shoppings, palavra de origem anglo saxônica, eram locais onde se praticavam a adoração ao ouro, couro, lã e outros materiais que tinham o simbolismo da felicidade e da fartura. As reuniões não eram organizadas, cada ser poderia declarar sua devoção ao templo quando quisesse, porém aqueles que não recebiam os valores impostos pela religião do capitalismo, acabavam pertencendo a uma classe inferior da sociedade, portanto as pessoas daquela época costumavam manter seu elo religioso estável como forma de poder. A religião do capitalismo durou pouco tempo, foi imposta na metade do século XX e teve sua decadência na metade do século XXI através da grande influência de antigas filosofias orientais. Nos templos também havia grande apreciação a alimentação rápida, reflexo do estilo de vida que a devoção capitalista implicava, sendo considerada por alguns estudiosos a antítese do budismo e do catolicismo, que pregavam a calma e a paciência. Os seres que viveram este tempo, e que foram adeptos da filosofia espelhada pelos templos, acreditavam serem deuses de si mesmos, caracterizando um politeísmo em função da existência de crenças em diversos materiais. Dentro dos templos era necessário a utilização de roupas ritualísticas, sendo completamente proibido o nudismo, pois o corpo era considerado atentado aos deuses de cada ser. A comunicação entre os devotos deveria ser restrita, parcial e muito moderada. Cientistas atuais acreditam estarem perto de descobrir a função de um material que foi muito encontrado em formas cilíndricas. Descobriram antigos textos onde haviam trechos sobre algo conhecido como petróleo, porém as explosões nucleares mal datadas destruíram a maioria dos dados por eles deixados."

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Enquanto te exploram, tu gritas gol!

Estava analisando a propaganda eleitoral para decidir qual vai ser meu candidato(a), ou melhor, para poder criticar essa corja de ladrões hipócritas, cínicos e de atitudes execráveis.
Quando os vejo falando não percebo intenção alguma de expor uma proposta, apenas vomitam palavras: "Fui médico, estudei não sei aonde, sou formado pela academia do escambau ao quadrado". Não sei quanto a você, mas eu não quero saber quem o candidato é, eu quero saber o que ele pode fazer para melhorar a situação do país, quero saber o que ele vai fazer em relação a destruição da Amazônia, quero saber o por quê de tantos impostos, mas se ele quizer me falar algo pessoal, me diga com sinceridade o por quê de querer se tornar presidente.
Toda criança tem aquela ilusão inocente sobre o que é ser presidente, imaginam um homem responsável que preza pelo melhor de sua nação, mas o sonho acaba quando se descobre a ambição humana, o veneno mais mortal que já existiu.
Então me pergunto: O que leva alguém, que conhece a situação desgraçada em que sobrevive o Brasil(é, talvez não conheça), a querer a presidência? Seria em busca de fama? Grana? Sonhar com um país melhor? A mistura de ambos? Sugiro que assista a propaganda eleitoral e tente imaginar o por quê de cada candidato querer o cargo. Estava focando Luís Inácio Lula da Silva a última vez que fiz isso, e percebi que está em todas propagandas de Dilma Rousseff. Uéh? Ele deixou de ser presidente para se tornar garoto propaganda?  É mais importante para Lula que Dilma ganhe do que cuidar do Brasil? Ahh, quase me esqueci que quem comanda o Brasil não é o presidente nem o senado, é o dinheiro, ou seja, a burguesia, a indústria.

 Um bom exemplo do comando brasileiro pela indústria é o caso da legalização ou não da Cannabis, conhecida como Maconha, pois caso ela seja legalizada quem sofrerá será a industria do tabaco, do alcoól e a farmacêutica. Farmacêutica? Como assim? Fácil de explicar: a cannabis, como muitas ervas, tem poderes medicinais, como para pessoas que passam pelo tratamento de quimioterapia, portanto ter uma planta de cannabis em casa e não comprar remédios seria uma perda absurda para a indústria famarcêutica, ou você acredita que alguém se preocupa com a saúde da nação? Então por que não diminuem a emissão de CO, ou ensinam as crianças a se alimentarem corretamente nas escolas?

A era da internet está mudando a face dos políticos, pois mentir agora é mais difícil, pena que existem muitas pessoas sem informação que são obrigadas a votar. O voto não vai ser facultativo tão cedo, a não ser que o povo pare de pensar só em bunda e futebol e comece a estudar o mundo. Estava passando por um viaduto na capital gaúcha e vi uma frase pichada interessante retratando o pão e circo atual: "Enquanto te exploram, tu gritas gol!"